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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

OSTRA

NOME COMUM: ostra
OUTRO NOME: ostra-chata européia
NOME EM INGLÊS: Native oyster
NOME CIENTÍFICO: Ostrea edulis
FILO: Mollusca
CLASSE: Pelecypoda ORDEM: Filobranchia
FAMÍLIA: Ostreidae
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 7 cm a 10 cm
Concha inferior convexa. Concha superior chata
INIMIGOS: Caranguejos, estrelas-do-mar, diversos fastrópodes, e uma pequena esponja, a Cliona celata.
Ao contrário da maioria dos moluscos que possuem duas conchas, denominadas bivalves, a ostra-chata européia não é atraente. Mas é um molusco valioso, importante para os pescadores, porque sua carne é considerada iguaria. Cultivadas originalmente no Mediterrâneo, agora são criadas dos dois lados do Atlântico. É desprovida de pés: a ostra se liga a seu suporte com um cimento segregado pelo manto.

Nas regiões de clima temperado, a ostra se reproduz durante o verão. Nos bivalves hermafroditas, o esperma e os ovos não amadurecem ao mesmo tempo, de modo que a autofecundação é rara. Uma ostra produz milhões de ovos por ano. Os ovos se transformam em pequenas larvas que, após alguns dias, procuram fixar-se a qualquer objeto submerso que encontrem. Demoram quatro a cinco anos para atingirem a maturidade.

Além da ostra-chata européia, há dois outros tipos, pycnodonte e crassostrea, que abrangem as ostras japonesas, americanas e portuguesas. A pinctada, a "ostra" tropical de onde se obtêm pérolas, não deve ser chamada de ostra. Ë uma espécie aparentada com o mexilhão gigante.

 

Burrié



BurrieNome comum: Burrié
Nome em Inglês: common periwinkle ou winkle
Nome Científico: Littorina littorea
Reino: Animal
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Ordem: Mesogastropoda
Família: Littorinidae
Características: Variáveis conforme a espécie
Comprimento: cerca de 2,5 cm
Concha potuda e espiralada
Cor: preto-acastanhada
Ovos: 5.000 postos na primavera

Quando uma gaivota engole um burrié, ele chega vivo ao estômago da ave. Várias horas depois, ainda vivo, ele atinge o intestino da gaivota. E, se tiver bastante sorte, pode cair na praia quando a ave o defecar. O burrié, então, estará tão saudável depois dessa aventura, como antes de ser ingerido pela gaivota. Tudo isso porque ele é capaz de fechar firmemente sua concha com um disco córneo erijo preso em sua base, chamado de opérculo, que isola-o do meio ambiente. Dessa forma, ele consegue defender-se das aves na maré baixa, e dos peixes e estrelas-do-mar na maré alta.
Nas costas do Atlântico norte existem 4 espécies principais de burrié, que na sua maioria ficam expostas à maré vazante. A menor dessas espécies é exceção: vive acima do nível da maré alta e alimenta-se de liquens. O burrié-negro autêntico só fica exposto durante a maré baixa, e come restos de algas. Em algumas espécies os filhotes nascem já completamente desenvolvidos, outras põem ovos. O burrié-negro põe seus ovos minúsculos em casulos transparentes e flutuantes. cada casulo tem de `a 3 ovos, que se abrem depois de 6 dias. As larva fixam-se na praia depois de 2 a 3 meses.

Múrices



Nome comum: Múrice
Nome em Inglês: Murex
Nome Científico:Murex bourgeoisi
Reino: Animal
Filo: mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Presobranchia
Ordem: Mesogastropoda
Família: Muricidae
Características: Variáveis conforme a espécie
Comprimento: 6 a 15 cm
Sifão muito comprido

Entre os gregos e romanos, os tecidos mais suntuosos eram tingidos de um vermelho-violáceo (púrpura) por meio de uma secreção fornecida por certos moluscos, principalmente os múrices. Ao ser extraída, essa secreção é amarelada. Exposta ao sol, torna-se primeiro amarelo-vivo, depois verde e por fim violeta. Ao redor do Mediterrâneo encontra-se, hoje, montanhas de conchas que resultam dessa indústria de tinturaria.
Existem centenas de espécies de muricídeos espalhados por todos os mares do mundo.
São gastrópodes cuja concha espessa apresenta-se sobrecarregada de saliências, pontas e dentes mais ou menos longos e retorcidos. Todos esses enfeites não têm a menor utilidade prática e devem com certeza atrapalhar os deslocamentos do animal.
Os muricídeos são, com efeito, “moluscos caçadores”, que se alimentam sobretudo de bivalves. Algumas espécies de muricídeos abrem o bivalve com a borda de concha, enquanto outras o furam com a ajuda da língua rugosa e aspiram o outro animal pelo buraco. Naturalmente, os muriçideos procuram os bancos de mexilhões e outras, podem fazem enormes estragos.