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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PERERECA


FILO: Chordata
CLASSE: Amphybia
SUPERORDEM:
Salientia

ORDEM: Diplasiocoela
FAMÍLIA:
Polypedatidae
CARACTERÍSTICAS:  Ossos dos dedos elásticos. Grandes Membranas interdigitais.
Ovos:
fertilizados pelo macho após a postura



Rãs em árvores? Parece inacreditável mas existe. A família das Racoforídeas, a qual pertence a perereca, compreende cerca de 150 espécies. Esses anfíbios possuem na extremidade de cada dedo pequenas almofadas adesivas com que se prendem facilmente aos galhos. Além disso, são dotados de membranas elásticas, estendidas entre, que formam uma espécie de pipa. Encurvando o tórax e estendendo as pernas, as pererecas podem realizar vôos de quase dois metros.

Essas rãs põem seus ovos de maneira curiosa. Primeiro escolhem uma árvore pendente sobre o pântano ou charco. Os ovos, depositados nas folhas dos ramos mais baixos, estão envolvidos em uma substância pegajosa, parecida com clara de ovo. A Fêmea, ajudada às vezes pelo macho, bate essa massa com as patas traseiras até que ela fique com o aspecto de clara batida em neve. Quando nascem, os girinos secretam uma substância que os livra da massa pegajosa. Caem então no pântano e começam sua vida aquática.

O gênero Rhacophorus é comum no Sudeste Asiático, mas a verdadeira rã planadora só é encontrada nas florestas de java.

SAPO

O comedor de besouros
FILO: Chordata
CLASSE: Amphybia
SUPERORDEM:
Salienta
Macho, 112,5 cm,
ÓRDEM: Procoela
FAMÍLIA:
Bufonidae
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: fêmea, 2,5 cm,
Peso: fêmea 1,6 Kg, Macho 350g
Ovos: 35000 por ano. Poucos inimigos

Como desenvolvimento da cultura da cana- de- açúcar, houve um grande aumento de besouros - da - cana, que são insetos daninhos. Esse besouro tem um inimigo, o sapo, também chamado cururu, que foi levado aos canaviais para eliminar o besouro. Infelizmente, esse comedor de besouros não se interessou pela refeição e, assim, os insetos continuaram a devorar a cana.

Esses sapos possuem duas glândulas do veneno na parte posterior da cabeça. O veneno esbranquiçado de sabor e odor desagradável oferece perigo até para o homem. O predador que ingerir esse veneno altamente tóxico certamente morrerá. As cobras e algumas aves, especialmente o íbis, as vezes engolem um sapo inteiro, mas ele se infla e sufoca o inimigo.
O cururu tem hábitos noturnos. Alimenta - se de insetos, camundongos, cobras e caracóis. Possui uma bolsa grande que lhe permite coaxar de modo a ser ouvido longe. Sua reprodução é igual à do sapo comum e multiplica - se com rapidez.

BREVICEPS

Uma Rã que não gosta de água
FILO: Chordata
CLASSE:
Amphibia
ORDEM:
Diplasiocoela
FAMÍLIA:
Brevicipitidae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento: 8 cm
O macho é menor
Membros curtos e delgados

Os sapos da família dos Brevicipitídeos desprezam a água: são encontrados até no deserto de Kalahari. O breviceps não sabe nadar e, se cai na água, afoga-se. Seu nome significa "cabeça pequena". De fato sua cabeça é muito pequena e, quando ele se inquieta, incha o corpo. Então a cabeça desaparece completamente e dela só se vêem os olhos.
 
 

Encontrado em todo Sul da África, o breviceps só está em atividade três meses por ano, de Outono a Dezembro. No resto do tempo, ele dorme profundamente enterrado no solo em uma toca cavada com os esporões que possui nos pés. Durante três meses de atividade, vive em uma toca menos profunda, só saindo para caçar vermes e insetos (principalmente térmitas). Freqüentemente caça, sem sair da toca, apanhando o que passa ao seu alcance. Um pouco antes de começar a chover , o breviceps fica na entrada de sua toca, entoando um coaxar rápido e repetido, às vezes em coro. O acasalamento e a postura são realizados numa toca alargada. Seu ovo é grande com uma bola de brilhar e dentro dele ocorrem metamorfoses. Ao cabo de dois meses, nasce uma pequena rã de 7 mm de comprimento, já sem cauda e com patas.

Salamandra-de-fogo

Nasce na água, mas acasala em terra.
NOME COMUM: Salamandra-de-fogo
NOME EM INGLÊS: Fire Salamander
NOME CIENTÍFICO: Salamandra salamandra terrestris
FILO: Chordata
FAMÍLIA: Salamandridae
COR: Pele com manchas, amarela e preta..
COMPRIMENTO: 140-200mm
CARACTERÍSTICAS: AS larvas são aquáticas e os indivíduos são terrenstres.
DISTRIBUIÇÃO: Europa Central, Espanha, Norte da África, França e Alemanha Central



A salamandra comum hiberna. No inverno ela se esconde em troncos e ocos de árvores. Quando a lenha era a principal fonte de calor, falava-se que as salamandras saíam magicamente das chamas. Na verdade, elas fugiam do fogo.

As salamandras comuns habitam regiões arborizadas e têm hábitos essencialmente noturnos. Secretam um veneno que as protege de predadores. Esse veneno se forma em glândulas localizadas na parte de trás da cabeça. É muito forte. Um cachorro que tentar comer uma salamandra pode morrer. Ao contrário de outros anfíbios relacionados a ela, a salamandra comum se acasala em terra firme. Na primavera, os machos, que são muito ativos, correm de uma fenda a outra à procura de fêmeas. Depois da fecundação, os ovos se desenvolvem dentro do órgão genital da fêmea. As larvas nascem da fêmea numa corrente de água. Sofrem metamorfose, tornam-se adultas e perdem a capacidade de viver dentro da água.

Existem diversas subespécies de Salamandra salamandra e elas diferem em tamanho e no jogo de cores das costas. Vivem principalmente na Europa e no norte da África.

AXALOTLE

vive como um peixe de quatro patas
NOME COMUM: Axalotle
NOME EM INGLÊS:
axolotl
NOME CIENTÍFICO: Ambyostoma mexicanum

FILO: Chordata
CLASSE: Amphibia
ORDEM: Caudata
FAMÍLIA: Ambystomidae
CARACTERÍSTICAS: Comprimento: até 25cm. Cor: preto ou marrom com manchas pretas; pode ser albino. Pernas pequenas e frágeis. Penachos no pescoço e dorso.

A rã e a maioria dos anfíbios saem da água quando adultos. O axalotle, porém, passa toda a sua vida na água, como um peixe de quatro pés. Além disso, permanece no seu estado larval, o que, no entanto, não impede sua reprodução. Como pode ocorrer isso? O segredo foi revelado no Zoológico de Paris. Com a mudança de ambiente, os axalotles mudaram de cor e se tornaram salamandras - afinal, adultos! E tudo ficou claro. O axalotle é de fato uma salamandra que não chega à sua forma adulta, ao menos na aparência. Seus órgãos internos, incluindo os de reprodução, atingem a maturidade sexual sem no entanto saírem também da fase larval. O caso do axalotle não é o único; isso acontece também com outras espécies de salamandra.
O ambiente natural do axalotle limita-se aos lagos perto da Cidade do México. O axalotle jovem alimenta-se de plancto e de uma pequena mosca das águas (dáfnia). Os adultos alimentam-se de vermes, crustáceos e peixes. Na época do acasalamento, o macho deposita o esperma em um pequeno saco que a fêmea recolhe no fundo do lago. Após uma semana, ela põe de 200 a 600 ovos, que se abrem 2 a 3 semanas depois.