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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tarântula

Nome Comum: Tarântula
Nome Científico: Lycosa tarantula
Outros Nomes:
aranhas de grama e de jardim,

Nome em inglês:
wolfspiders

Origem do Nome:
O nome pode ter-se originado na cidade de Tarento, na Itália, onde Lycosa torentula era abundante ou segundo Hecker de Torrantola, o que rasteja no chão.
FILO: Arthropoda
CLASSE:
Arachnida

ORDEM:
Araneae

FAMÍLIA: 
Lycosidae
Comprimento: até 2,5 cm. Os machos abanam os pedipalpos durante o namoro.
Distribuição geográfica:
Estão espalhadas por todo o mundo, até mesmo nas montanhas altas e no ártico.

Descrição:
A família caracteriza-se pela disposição dos oito olhos em três filas, a primeira mais próxima da borda das quelíceras com quatro, a segunda com dois e a terceira com dois. São aranhas astutas, caçadoras , ágeis e capturam suas presas no pulo e matam-na com sua peçonha.

Cor:
marrom-amarelada no corpo e pernas

Onde são encontradas:
São encontradas com grande facilidade nos campos, á beira de piscinas, nos gramados dos jardins, sob os arbustos e cercas vivas ou ao lado dos muros divisórios. Gostam de expor-se ao sol da tarde e, temperatura abafada e dias nublados tornam-nas ativas. É bastante freqüente em sítios ou fazendas, mesmo nas imediações do homem.

Acidentes:
A maioria dos acidentes é bastante benigna, e só em casos raros verifica-se destruição da pele em torno da picada. A ação do veneno pode ou não ser necrosante, dependendo da profundidade da picada e tecido atingido.

Sintomas: A dor é muito aguda mas passageira, aos poucos o membro ferido começa a inchar, ao mesmo tempo em que a dor volta. No dia seguinte nota-se um edema considerável com derrame sangüíneo que transparece sob a pele e no centro aparece a picada pela presença de uma crosta escura. A vítima pode sentir coceira no local da picada mas, por via de regras o estado geral é bom. No dias seguintes o edema aumenta e pode ocupar todo o membro e, algumas vezes aparecem pequenas bolhas. Pouco a pouco a crosta aumenta, um sulco de eliminação se forma e uma placa de tecido necrosado. A cura é lenta e deixa uma cicatriz indelével e freqüentemente retrátil e dolorosa. Pode ocorrer febre, náuseas, vômitos e dores de cabeça.
Tratamento: Soro antiloxoscélico

Antigamente, os europeus do sul acreditavam que uma pessoa picada por uma das espécies de tarântula européia, só sacaria se executasse uma dança frenética, a tarantela. Hoje, sabe-se que a tarântula européia não é absolutamente venenosa. Sua picada causa apenas febre na vítima.
Existem cerca de 2000 espécies de tarântulas, espalhadas por todo o mundo, até mesmo nas montanhas altas e no ártico. As tarântulas andam pelo chão, de vez em quando sobem pelas plantas, à procura de insetos. Elas não tecem teias para apanhar a presa. Quando não estão caçando, escondem-se debaixo das pedras ou tocas. A tarântula fêmea prende seu saco de ovos ao corpo com os filhos secretados pelas glândulas fiandeiras. Quando os filhotes nascem, a mãe os carrega nas costas. Se um deles cai sobe de novo pelas pernas da mãe. As tarântulas têm tato bem desenvolvido. Elas podem ser criadas como bicho de estimação, mas precisam receber água quando vivem em cativeiro.
IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

Carrapatos



São os CARRAPATOS descritos em Zoologia na Ordem dos Acarina, e encontram-se difundidos por toda a Terra, e concomitantemente à sua atividade hematófaga, intervém também como transmissores de muitos outros agentes causadores de doenças, como vírus, bactérias, protozoários e riquétzias, funcionando portanto como vetores de doenças, tanto aos animais como ao homem.
Geralmente têm a forma oval, e quando em jejum são planos no sentido dorso-ventral, porém quando repletos de sangue de seus hospedeiros, pois é o sangue seu alimento, apresentam-se então convexos e até esféricos.
Algumas espécies podem ter até 25 mm de diâmetro, e sua carapaça quitinosa de revestimento, verdadeiro exo-esqueleto, é firme e resistente, relativamente à sua pouca espessura.
Algumas espécies permanecem toda vida adulta sobre seus hospedeiros, e por isso classificados como parasitas permanentes, outros abandonam-no após haverem sugado sangue e então são classificados como parasitas temporários, melhor dizendo, ecto-parasitas temporários, pois vivem na cobertura pilosa dos mamíferos, seus hospedeiros, apenas parte de seus ciclos biológicos de vida.
Os danos que podem causar à saúde de seus hospedeiros, são de :
Natureza espoliativa - pela quantidade de sangue que podem retirar no ato de sugar, o que é diretamente proporcional não só a quantidade de carrapatos presentes sobre o hospedeiro, como também à sua voracidade e tamanho;
Ação tóxica - causada pela natureza da saliva dos carrapatos, que para sugarem sangue por assim dizer injetam sua própria saliva no ponto em que introduzem seu aparelho sugador, para impedir a coagulação do sangue de suas vítimas, e essa saliva muitas vezes pode causar ação não apenas irritante como também tóxica ou alérgica;
Ação patogênica - conseqüente à possibilidade que existe de se encontrarem infectados por agentes outros causadores de enfermidades, taiscomo vírus, riquetzias, etc. e então transmitirem junto à picada também moléstias outras;
Concomitantemente ao parasitismo por carrapatos, evidencia-se uma imunidade específica nos animais atacados, estando os animais velhos mais protegidos que os jovens, e os importados menos que os autóctones de uma determinada região, à uma determinada espécie também de carrapato.
Dentre as espécies mais comuns, podemos citar:
Argas - Com o denominado A. persicus, que ocorre em todo o Brasil, e parasita preferentemente aves domésticas e selvagens, além do homem. É o transmissor para as aves, da Espiroquetose aviar. Transmite também à pombos, infecção paralítica (Salmonella typhimurium), que pode permanecer latente vários meses nesse parasita.
Dermacentor - Neste gênero, está incluído o:
Dermacentos marginatus - Hospedeiro do cavalo, cão e ovelha, é encontrado na Alemanha e zonas pantanosas do Hesse, além da Hungria, onde é apontado como transmissor da Piroplasmose esporádica do cavalo (Babesia caballi).
Dermanyssus gallinae - Vulgarmente chamado de ácaro vermelho das aves, vive geralmente em galinheiros sem higiene, atacando pombos e galinhas, além de faisões, patos, gansos e aves canoras engaioladas; Durante o dia permanecem escondidos em fendas das instalações onde as aves se alojam, para saírem a noite, para saciarem seu apetite de sangue, retornando a seus esconderijos quando o estômago estiver cheio.
Haemaphysalis - Encontrado na Alemanha e no Oriente Médio, sendo o transmissor da Febre Q.
Hyalomma - Geograficamente encontrados na África, Ásia e região mediterrânea da Europa, na maioria dos casos utilizam-se de dois hospedeiros, principalmente cães e outros carnívoros e são transmissores da babesiose ao cão e aos eqüinos , assim como a Teileriose.
Ornithodorus - Este parasita localiza-se quase sempre no pavilhão auricular de seus hospedeiros, e lhes transmite a febre recorrente, causada por um espiroqueta e também a Febre das Montanhas Rochosas (Riquetziose) nos EUA.
Rhipicephalus - O exemplar mais importante desse gênero, é o Rhipicephalus sangüíneas transmissor da Teileriose e Piroplasmose ao cão. É encontrado no Brasil e na África , e em algumas zonas temperadas do mundo.
Ixodes - Encontrado parasitando os mais diversos animais mamíferos, inclusive aves domésticas e selvagens, répteis e o homem. A ação tóxica manifesta-se clinicamente por reações cutâneas com prurido e eritema, febre, podendo chegar até a paralisias com contraturas, algumas vezes podendo ter curso mortal.
A encefalite humana, pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.
A espécie Ixodes ricinus - assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores da moléstia denominada Paralisia por carrapatos, em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem (crianças);
Parece somente terem tal atividade as fêmeas de carrapato , pouco antes de iniciarem a postura, quando se fixando na região occipital, na proximidade da coluna vertebral próximo do centro respiratório, podem provocar falta de coordenação motora no ato de andar, com tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.
O diagnóstico da infestação por esse parasita é muito fácil, efetuado pela simples visualização com vista desarmada desse hóspede, de permeio à pelagem ou plumagem dos animais, cuja presença também provoca coceira, a qual é concomitantemente notada nos hospedeiros, esta maior ou de menor intensidade, de acordo com a sensibilidade individual de cada hospedeiro parasitado. Quando o parasitismo é pequeno, a aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina, provocarão a oclusão dos estigmas respiratórios desses hóspedes indesejáveis, que após algumas horas facilmente se desprenderão dos locais em que estejam alojados.
Já sendo a infestação em grande quantidade , somente a aplicação de banhos sob a forma de imersão em banheiras especiais, denominados banheiras carrapaticidas, ou então a aspersão ou pulverização de substâncias especiais, denominadas carrapaticidas, poderá efetuar a eliminação desses hóspedes nocivos.
Até pouco tempo atrás era utilizado o arsênico como carrapaticida, porém devido os acidentes que ocorreram por incúria na sua aplicação, foi o mesmo abandonado como meio de tratamento; Algum tempo depois, também o DDT e o BHC, substâncias essas sintéticas cloradas e fosforadas foram também utilizadas como carrapaticidas, que também foram abandonadas pela ocorrência de intoxicações e mesmo mortes em animais tratados, e pelo efeito efetivamente cumulativo no organismo dessas substâncias.
Hoje, substâncias fosforadas sintéticas como o Assuntol, Trolene, Ruelene e Neguvon são as mais utilizadas como carrapaticidas em todo o mundo.
Para a prevenção dessa parasitose, os meios que melhor tem funcionado, são as aplicações sistemáticas de carrapaticidas nos animais. Para tal, as modernas banheiras carrapaticidas quer de imersão quer de aspersão ou pulverização são os melhores; As aplicações, devem guardar um intervalo característico para cada espécie animal, assim como ter-se em conta a espécie do carrapato a ser exterminado ou controlado.
Em se tratando de cães ou gatos parasitados por carrapatos, deve ser tomado especial cuidado na prescrição do inseticida a ser utilizado para seu combate, pelo fato de serem tais animais carnívoros, e por isso especialmente sensíveis às substâncias sintéticas cloradas ou fosforadas usualmente fabricadas para referida utilização. Além desse cuidado, redobrada atenção durante a aplicação do inseticida é também indicada, evitando-se que o animal ingira ou aspire o produto na hora de sua aplicação, sob pena de intoxicações muitas vezes graves causadas por tais produtos quando acidentalmente absorvidos.
Quando a infestação for leve, existem no mercado produtos específicos para cães e gatos, aplicados na forma de pulverização por todo o corpo do animal ou diretamente na nuca do mesmo, que se seguidas devidamente as instruções, não oferecem riscos de intoxicação ao animal.

Viúva-negra

Nome Comum: Viúva-negra
Nome Científico:
Latrodectus mactans

FILO:
Arthropoda
CLASSE: Arachnida
ORDEM:
Araneida

FAMÍLIA: Theridiidae
Nome em Ingês: Black widow Comprimento: 12 mm (fêmea) Envergadura: 50 mm (fêmea). O macho é um pouco menor. Distribuição: EUA, México, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Ilha do Caribe, Jamaica, Haiti, república Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Paraguai, A viúva-negra tem péssima reputação e não é sem razão: sua picada é realmente perigosa. Provoca dores, cãibras e distúrbios nervosos, ou até a morte, no caso de pessoas debilitadas. Na verdade, só algumas fêmeas são grandes o bastante para serem perigosas; geralmente, elas não são agressivas e sua primeira reação ao perigo é se esconder. Existem numerosas subespécies de viúvas-negras, distribuídas pela maioria das regiões quentes. A mais venenosa delas é a do sul dos estados Unidos. São aranhas de porte médio, corpo preto-brilhante e freqüentemente com uma mancha vermelha no abdome, que é muito grande em relação ao corpo e quase esférico. Fazem suas teias em lugares sombrios e frescos, o que explica a sua preferência por casas. Quando um inseto pousa em sua teia, a viúva-negra é avisada pelas vibrações dos fios. Ela corre e envolve sua vítima numa rede espessa de fios antes de aferroá-la com suas quelíceras, pinças ocas que injetam o veneno. Após o acasalamento, a fêmea devora o macho. O casulo onde os ovos são depositados é maior que o corpo da aranha. Dele saem dezenas de filhotes.

Quadro clínico: A sintomatologia do envenenamento parece ser a mesma no mundo inteiro, variando apenas em pequenos detalhes: no local da picada, não se observa anomalia alguma, a dor, intensa, irradia-se, generalizando-se pelo corpo e concentrando-se nas articulações e nos órgãos internos revestidos de musculatura lisa. Pode haver elevação de temperatura no começo e mais tarde, é mais comum, porém, baixa temperatura, com calafrios, tremores, cãibras, principalmente nas pernas, pés e dedos dos pés, que se encurvam. Palpitações cardíacas, suores frios, retenção de urina, convulsões tetânicas, estados dolorosos das vísceras são comuns, à medida que o envenenamento se propaga.
Tratamento: O tratamento consiste na aplicação de medicamentos antialérgicos, cardiotônicos e calmantes.
IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

FALSA-ARANHA

NOME COMUM: Falsa Aranha
NOME CIENTÍFICO: Galeodes
NOME EM INGLÊS: Salpulga
FILO: Arthropoda
SUBFILO: Chelicerata
CLASSE: Arachnida
ORDEM: Solifuga
FAMÍLIA: Galeodidae
COMPRIMENTO: de 1 a 5 cm
ENVERGADURA: Até 15 cm

À primeira vista, elas parecem grandes aranhas peludas. Um exame rápido, porém, mostra diferenças importantes. Primeiro, suas mandíbulas são duas enormes pinças cortantes, de bordos denteados, mantidos verticalmente. Proporcionalmente ao seu tamanho, as solífugas (ou falsas-aranhas, ou também galeodes) possuem as mandíbulas mais desenvolvidas do mundo. O celotórax é dividido em três partes: dois segmentos posteriores, cada um com um par de patas; o da frente, além das duas patas, leva ainda as mandíbulas e dois pedipalpos, maiores que as patas e são munidos de ventosas com as quais a solífuga segura suas presas. Seus dois olhos são muito juntos e todos os membros são peludos.
São conhecidas 600 espécies de falsas-aranhas, espalhadas principalmente pelas regiões desérticas, mas também em regiões úmidas como na Índia e na Flórida. Na Europa só são encontradas no sul da Espanha. Na sua maior parte, essas espécies são noturnas. Extremamente ativas e vorazes, devoram todos os animais de tamanho menor. Os ovos são postos em uma toca. A fêmea permanece perto deles e encarrega-se de alimentar os filhotes até que eles se tornem independentes.

Escorpião

Nome Científico: Euscorpius flaviaudus

FILO: Arthropoda

CLASSE: Arachnida

ORDEM: Scorpionida

FAMÍLIA: (3 famílias)

ESPÉCIES: Foram descritas cerca de 1.400 espécies distribuídas em seis ou sete famílias, sendo a família Buthidae a mais importante, tanto em número de espécies como pelo fato de apresentar espécies causadoras de acidentes humanos.

Distribuição: Os escorpiões são animais de terra firme, habitando as regiões quentes e temperadas da Terra, dando preferência aos ambientes mais árido onde ocorram uma grande diversidade de espécies.
Habitat: Os escorpiões vivem sob pedras, madeiras, troncos podres, alguns enterram-se no solo úmido da mata, outros na areia do deserto, outros ainda vivem em bromélias, que crescem no chão ou mesmo a grandes alturas nas árvores. Outros dão preferência às proximidades das residências humanas onde se escondem no entulho, em madeiras empilhadas; é frequente aparecerem junto às linhas de trem, escondendo-se sob lajes dos túmulos.
Alimentação: São animais carnívoros e de hábitos noturnos, alimentando-se principalmente de insetos e de aranhas, podendo também ocorrer o canibalismo, principalmente em cativeiro. Podem jejuar por tempo prolongado, armazenando alimento nos divertículos do hepatopâncreas. Observações em cativeiro registram um jejum de até 23 meses. Localizam a sua presa com o auxílio de pêlos sensoriais, as tricobotrias, que estão situadas principalmente nos palpos e que são sensíveis ao menor movimento do ar. A visão é pouco desenvolvida.
Reprodução: Antes do acasalamento, o macho e a fêmea se agarram pelas pinças, fazendo estranha dança. Quando tudo termina a fêmea freqüentemente come o macho.
Período de gestação: é de alguns meses a até um ano.
Nº de filhotes: A fêmea põe 50 ovos.
Filhotes: nascem envoltos numa membrana da qual saem sozinhos ou ajudados pela mãe, e imediatamente sobre em cima do dorso do abdômen da mesma onde permanecem até a primeira troca de pele.
Maturidade: os animais atingem a idade adulta após um ano e meio.
Comprimento: até 20 cm
Tempo de Vida: 3 ou 5 anos, variando conforme a espécie.
Características: Duas garras ou pinças bem desenvolvidas
História e Surgimento: São animais antigos e provavelmente os primeiros a habitarem a terra firme onde lhes foi muito útil a carapaça de quitina de que é formado o seu exoesqueleto e que evita a evaporação excessiva. Surgiram no Siluriano há cerca de 350 milhões de anos atrás e os fósseis apresentam uma grande semelhança com os atuais.
Escorpiões perigosos
São considerados perigosos os escorpiões pertencentes à família dos Buthidae pois, todos podem causar um envenenamento humano necessitando de tratamento médico.
A peçonha de quase todos os escorpiões, embora suficientemente tóxica para matar muitos invertebrados, não é prejudicial ao homem. A picada acarreta, no máximo, uma dor semelhante à de picada de uma vespa ou marimbondo.
Porem, algumas espécies possuem veneno suficientemente toxico para matar um homem. Existem algumas espécies do deserto do Saara que têm o veneno capaz de matar um cachorro em aproximadamente sete minutos e, um homem em sei ou sete horas.
T. serrulatus: cerca de 7 cm de comprimento, cor amarela e 1 par de serrilhas na cauda.
T. bahiensis: cerca de 7 cm de comprimento, cor marrom-avermelhado com as pernas mais claras manchadas de escuro e sem serrilhas na cauda.
Ação do veneno das duas espécies: Neurotóxica
Sintomas: Dor local com sensação de formigamento adjacente ao local da picada: paralisia dos músculos respiratórios; morte por asfixia.
Tratamento: Soro antiescorpiônico ou 5 a 10 ampolas de soro antiaracnídico; Anil de lidocaína a 2%, sem adrenalina, até 3 vezes, com intervalo de 1 hora.
Prevenção de acidentes:
  • Limpar periodicamente os terrenos baldios, próximos às residências; evitar o acúmulo de entulho, pilhas de tijolos, madeiras; não deixar lixo descoberto, procurar enterrá-lo ou ensacá-lo.
  • Cuidar do jardim, aparando a grama, evitando trepadeiras e folhagens muito densas junto às casas.
  • Vedar as soleiras das portas e fechar as janelas, se possível com tela, antes do anoitecer.
  • Limpar a casa periodicamente, fazendo uma limpeza cuidadosa atrás dos móveis, quadros, etc.
  • Principalmente em zonas rurais sacudir as roupas e calçados antes de usá-los.
  • Não virar paus, pedras, ou enfiar as mãos desprotegidas em buracos.
  • Andar calçado e usar luvas de raspa de couro para trabalhar em zona rural, ou dependendo do serviço (limpeza de jardim, remoção de madeira, entulho, etc).
IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por escorpiões deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar o escorpião para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

Ácaro-da-sarna

NOME COMUM: Ácaro-da-Sarna
NOME EM INGLÊS: Scabies (humanos) e Mange (animais)
NOME CIENTÍFICO: sarcoptes scabiei
FILO: Arthropoda
CLASSE: Arachnida
ORDEM: Acarina
SUBORDEM: Sarcoptiformes
FAMÍLIA: Sarcoptidae
TAMANHO: 0.24 mm

Os ácaros-da-sarna são pequeno aracnídeos parasitas do homem e dos animais como cães, gatos, carneiros, cabras e aves. São responsáveis pela transmissão da sarna. A última grande epidemia dessa moléstia de pele ocorreu durante a campanha do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial, nos anos 40. As vítimas foram milhares de soldados e refugiados, que não tinham outro remédio senão se coçar até sangrar.
O ácaro-da-sarna é uma aranha menor que uma cabeça de alfinete. O parasita é a fêmea. Dpois de fecundada, ela cava sob a pele da vítima um túnel estrito, em cuja extremidade pões seus ovos. Desses ovos emergem larvas de seis patas, que passam a viver sobre a pele inchada da vítima. Depois de várias metamorfoses, as larvas transformam-se em ninfas de oito patas e, finalmente, em ácaro. Este parasita desagradável foi identificado em 1834 por Renucci, um estudante da Córcega.

SARNA
As sarnas são patologias cutâneas e algumas delas são zoonoses (ou seja, podem ser transmitidas dos animais de estimação como cão e gato para os seres humanos.). As mais conhecidas, no mundo veterinário, são a sarna demodécica ("sarna negra", causada pelo ácaro Demodex canis) e a sarna sarcóptica, ou também conhecida como "escabiose" (causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei).
A demodécica não é considerada uma zoonose. Geralmente passa da cadela para os filhotes, por isso é muito importante retirar machos/fêmeas portadores da demodécica da reprodução.
As lesões podem ser locais ou generalizadas. A forma generalizada normalmente ocorre em cães idosos com doenças sistêmicas ou após tratamento com drogas imunossupressoras.
.A sarna sacóptica, ou escabiose, é uma zoonose além de poder ser transmitida entre os humanos infectados.
É altamente pruriginosa , ou seja , a coceira é intensa. As lesões incluem: eritema, crostas hemorrágicas e escoriações. Há alopecia. O diagnóstico é igual ao da demodécica porém em casos de suspeita de escabiose em animais, realiza-se o teste do reflexo otopedal, se positivo confirma-se escabiose.